"E Jesus, respondendo, disse-lhes: Pela dureza dos vossos corações vos deixou ele escrito esse mandamento; porém, desde o princípio da criação, Deus os fez macho e fêmea. Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á a sua mulher, e serão os dois uma só carne; e assim já não serão dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem". - Marcos 10:5-9.
por Vilson Ferro Martins - www.vozdotrono.com.br

Volto a tocar num assunto delicado - separação, divórcio, todavia reitero que minha intenção não é ditar regras, apenas, instruir a luz da Palavra de Deus. Sugiro a leitura – novamente – do texto base (Marcos 10:5-9) antes de continuarmos!

Em tempo, é oportuno trazer a memória qual acontecimento estava em questão quando Jesus disse a célebre frase: "Aquele que de entre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela" (João 8:7). Do que se tratava?

Isso mesmo, de adultério! Assim, convém cada qual - principalmente cônjuges que se encontram as vias de debandar do seu casamento - que considerem esta questão em seu íntimo perante o Senhor. Já acompanhamos muitos casos onde já não havia mais "vinho" no casamento e um dos cônjuges resolveu se aventurar em outras paragens. A culpa é dele ou dela somente? (Espero que sejamos crescidos o suficiente para entender que não estamos dando subsidio para que tal ocorra, antes, porém, que cada qual cumpra com suas obrigações matrimoniais evitando prejuízos futuros).  (1 Coríntios 7).

O que desintegra um casamento e o transforma num divórcio logo após o adultério de um dos cônjuges? Resposta: A dureza de coração! Não é tanto o fato praticado em si, mas, o fechamento por completo na dimensão espiritual do coração ferido, onde o mesmo passa ignorar quase que por completo a ação divina - impossibilitando a reconciliação e a restauração de seu casamento, lar e família.

Mas como explicar isso?

A regra é simples - quem tem condições de exercer misericórdia e perdão é quem se encontra na posição superior e não o contrário. Isso vale para tudo na vida do cristão, ou seja, quando recebemos um tapa na face, cabe a nós que somos cristãos exercer misericórdia e perdão, mesmo que o ofensor nem se atenha a isso.

E baseado em que podemos afirmar isso? Baseado na Palavra do Senhor!

Um dos maiores exemplos na Bíblia foi de Deus Pai quando ofereceu Seu único filho para morrer no calvário por nossa causa, nossa vida. Assim, quem é o ofendido? Deus! Quem é o ofensor? Todos nós! Quem está em superioridade? Deus! Quem em inferioridade? Nós todos! Quem é o traído? Deus! Quem é o traidor? Nós todos! Quem sofreu adultério? Deus! Quem adulterou? Todos nós!

Está entendendo?

Então, Deus sendo superior, o ofendido, o traído - exatamente se coloca na condição de exercer misericórdia e perdão! Só Ele tem autoridade para isto! Aleluia! Quanto ao homem caído, que moral há nele? Ou ele desfruta da misericórdia e recebe perdão ou está condenado para sempre!

Logo, ocorre o mesmo com o cônjuge traído (ofendido, o que sofreu adultério) - cabe a ele - está em suas mãos - ele detém o domínio da misericórdia e do perdão. Quanto ao ofensor, a parte que lhe cabe é apenas almejar que lhe seja estendida a mão da misericórdia e o braço do perdão.

Se você é o(a) ofendido(a), saiba que você detém o PODER de exercer a misericórdia e o PODER de liberar o perdão!

Entretanto, infelizmente as estatísticas mostram que o absurdo aumento de divórcio entre crentes denota que quem manda neste pedaço é a "dureza de coração". O ofendido - que detém o poder de exercer misericórdia e de liberar perdão simplesmente não o faz porque se sente tre-men-da-mente ofendido. Não menosprezamos as conseqüências desastrosas de um adultério produz, todavia, se Deus agisse de modo semelhante será que estaríamos ainda vivos? Talvez não fosse o caso de procurar em Deus de resolver a questão, ao invés de optar pela forma secular? Não são os gentios (o mundo - que jaz no maligno) que procuram viver assim? Que diferença está havendo neste aspecto entre o povo que se chama pelo Nome do Senhor e o povo do mundo?  Por que é tão difícil observar mandamentos como o de Efésios 4:17-24   que diz: "Não andeis mais como andam também os outros gentios, na vaidade da sua mente. Entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração; Os quais, havendo perdido todo o sentimento, se entregaram à dissolução, para com avidez cometerem toda a impureza. Mas vós não aprendestes assim a Cristo. Se é que o tendes ouvido, e nele fostes ensinados, como está a verdade em Jesus; Que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano; E vos renoveis no espírito da vossa mente; E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade". Só aqui já encontramos tantas instruções que colocam por terra a enganosa saída da sociedade moderna - o divórcio!

Para terminar, apenas mais uma consideração. Na grande maioria das vezes os cônjuges que praticaram a DUREZA DE CORAÇÃO não exercendo a misericórdia, o perdão e assim proporcionando a desintegração do seu lar e família, invariavelmente eles vem a praticar exatamente o que condenaram em seu cônjuge - o adultério. (quem está sem pecado...)

Assim, homens e mulheres que endureceram o coração até ao ponto de não exercerem misericórdia e alguns até mesmo de liberarem perdão, hoje se encontram "sozinhos" praticando adultério de várias maneiras - com o olhar (Mateus 5:28), com o pensamento, com ações, com palavras, NA INTERNET, arrumando companhias, ficando, etc. Que ironia, logo o que mais condenaram... passaram a praticar! A dureza de coração lhes serviu de laço. Que perigo, pois, nem por isso, a Palavra do Senhor deixa de ter o peso e a validade quando afirma: "Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus." (1 Coríntios 6:10).

Concluindo:

Se te encontras numa situação como a mencionada acima, você tem duas alternativas:

1) Ouvir o diabo dizer que você não merecia isto e que você tem mesmo é que se divorciar... e mudar de vida... ou...

2) Ouvir Deus dizendo que, por incrível que pareça você é superior nesta situação e que Ele te incumbiu (deixou em suas mãos) o ato de exercer misericórdia e perdão, pois, quando a justiça e a vingança pertencem somente a Ele, portanto, dê mais uma chance a você, ao seu conjuge e a sua família!

Você pode optar por uma ou outra decisão. Nenhuma delas será fácil, mas na segunda você terá Deus ao seu lado!

Por Vilson Ferro Martins - em 19/08/2010.

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