MÓDULO 6

VI. ORDEM NA MÚSICA TRAZ HARMONIA NA VIDA

==>A. Efeitos da Música Aplicados

1. Música Dissecada

2. Qual a Reação do Homem

B. Como na Vida, assim na Música

Já vimos que a música nos afeta de três maneiras, portanto, agora veremos os Efeitos da música, ou seja, como ela nos atinge. Qual a “balança” certa conforme diz Provérbios 11:1 “Balança enganosa é abominação para o Senhor, mas o peso justo é o seu prazer”.

Assim, em todas as áreas da vida é necessário estar corretamente “balanceado”. E na música não é diferente.

A.1 DISSECANDO A MÚSICA:

Importante lembrarmos que música nos afeta de três maneiras:

==>Espiritualmente

==> Mentalmente

==>Fisicamente

Isso já foi comprovado pela Palavra de Deus e por inúmeras citações seculares.

Música também é dividida em três partes:

1) =>Melodia

2) =>Harmonia

3) =>Ritmo

Como disse Christopher Hogwood, um grande maestro. Ele disse:

“Música é o USO DO SOM para tocar a alma humana”

Explicando Melodia – Harmonia e Ritmo:

MELODIA é a parte “linear” da música.

Melodia é a parte que nós “assobiamos”... a parte que “cantamos no chuveiro”.

Várias melodias cantadas umas sobre as outras, forma a HARMONIA.

HARMONIA é o agrupamento das melodias.

RITMO – é a parte da música que faz a música andar. Sem ritmo não há música. Ritmo é o “batimento cardíaco” da música.

A.2 Qual a REAÇÃO DO HOMEM?

No livro de E. Michael Jones, intitulado Dionysos Rising - Dionísio em Ascenção. (Dionísio era o deus Romano das festas, folias). No capítulo sob o título de: O Nascimento da Revolução Cultural Através do Espírito As Música, diz:

“Melodia, como uma organização coesa de notas ao redor de um centro tonal que dominou e organizou sua emoção, tinha se tornado a expressão prima de música. Melodia era a alma da música...”.

Interessante o autor Michael Jones falar que a “melodia” é a “Alma da música”, porque nos leva a pergunta: Qual é a Reação do Homem em relação a música?

Notadamente se constata que:

MELODIA é a parte que afeta o ESPÍRITO do homem. É a parte “espiritual” da música.

Prova: Efésios 5:18-19

“E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito; falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração”.

O termo “salmodiar” não é “cantar salmos”. Atentemos para os vocábulos originais:

CANTAR – no grego “adontes” - apenas “cantar”

SALMODIAR – no grego “psallontes” – mais que cantar, “fazer melodia”.

Portanto,

“...Falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando (- colocando melodia à poesia) ao Senhor no vosso coração”.

Assim, Efésios 5:18-19:

Indica claramente que a MELODIA deve predominar na música de um cristão. Salmodiar (“fazer MELODIA”) está ligado ao controle do ESPÍRITO SANTO em nossa vida.

Estando cheios do Espírito Santo fazemos “melodia”. A parte “espiritual” da música.

Já a HARMONIA é a parte intelectual da música, portanto, afeta a MENTE.

A HARMONIA une a Melodia com o Ritmo.

E o RITMO é a parte FISICA da música, ou seja, afeta o CORPO do homem. A Bíblia diz que o homem é espírito, alma e corpo, portanto, a música o afeta nestas três dimensões.

“E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” – (1 Tessalonicenses 5:23).

RITMO é a parte FÍSICA da música – derivada da palavra grega “RHEO” que significa PALPITAR, PULSAR”.

Em João 7:38 diz: “Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre”. O termo “correrão” é “rheo”, ou seja, “palpitarão, pulsarão” do seu ventre ou interior.

Faz sentido o que diz Anthony Storr, um importante psiquiatra inglês, em seu livro Music and the Mind – Música e a Mente. (Ele é membro do Royal College of Physicians, Royal College of Psychiatrists, Green College em Oxford, além de palestrante clinic em Psiquiatria na Oxford University). Ele diz:

“Ritmo é enraizado no corpo de uma maneira que não se aplica tão acometidamente à melodia e a harmonia” (p.33).

Ou seja, ritmo é ligado ao CORPO, ao físico.

Portanto, reiterando... ritmo está ligado ao corpo. Assim, façamos uma analogia música x corpo:

PULSO muito acentuado (ou irregular) = corpo está doente

RITMO muito acentuado (ou irregular) = A MÚSICA está doente

Todos temos o batimento cardíaco numa freqüência determinada, e se por exemplo, levamos um susto o coração dispara nos “dizendo” que algo está errado ou fora do normal.

SEM PULSO = corpo está morto

SEM RITMO = a Música esta morta

PULSO sob controle = corpo saudável

RITMO sob controle = Música saudável.

Portanto, quando a música está descompassada fatalmente gerará descompasso no ouvinte.

No livro de Simon Frith - Sound Effects Youth, Leisure and the Politics of Rock´n Roll – o autor diz:

“Referimo-nos à sexualidade da música em termos de seu RITMO – é a batida que exige uma reação física direta...” (P. 240).

Ora, não é um “crente” dizendo isso, mas alguém que conhece profundamente a música e seus efeitos.

Igualmente Davi Tame em seu livro O Poder Oculto da Música diz:

“Quando PULSAÇÃO e SÍNCOPE são a BASE RÍTMICA da música num salão de danças, os movimentos dos que estão dançando invariavelmente se tornam muito sensuais...”. (p. 199).

==> Síncope, como já vimos é a ligação da última nota de um compasso musical com a primeira do seguinte, ou seja, “entrar” na música um pouquinho antes da batida forte.

TODOS os tipos de rock são sincopados!

Mais uma vez relembrando: O que causa os movimentos na música?

O Ritmo!

Portanto, é importante saber o “balanço” certo das músicas para se ouvir e cantar na igreja.

No livro The Music Whitin You – A Música Dentro de Você – Shelley Kasth e Carol Merle-Fishman, diz:

“Dançar à música rítmica se torna uma maneira de aliviar tensão sexual e de se comunicar com o sexo oposto”.

*Entende-se por “música rítmica” estilo de música sincopada e contemporânea. Para isso é que serve a “dança” hoje.

Por que hoje?

Porque muitos questionam: “Mas a Bíblia não diz que eles dançaram para o Senhor, etc e tal”?

Ora, você já viu baile só para homens ou só para mulheres? A não ser com conotação homossexual, caso contrário, ninguém iria.

A Bíblia diz que Davi dançou perante a Arca. Podemos garantir sem medo de errar que Davi NÃO estava dançando para aliviar tensão sexual e se comunicar com o sexo oposto. Na verdade ele estava exaltando o Senhor, dançando numa celebração comunitária e tinha a ver com a nação de Israel. A Bíblia diz que ele “pulava” e “saltitava” perante o Senhor... e a esposa dele achou que ele estava ridículo e foi “punida” por isso, mostrando que Deus estava recebendo sua adoração.


Existe outra dança na Bíblia, chamada de “dança das donzelas”. Era para celebração, era para as moças, as virgens. Era um tipo de brincadeira de roda – tipo ciranda cirandinha. Bom lembrar e frisar que não temos a cultura dos judeus.

Em um estudo “The Wizard of Sound” encontrado na revista Newsweek, uma pessoa que acompanhou estúdios de gravação, acompanhou trabalho de várias bandas e disse:

“...reformando radicalmente a textura, o som e o estilo de uma banda”... eles conseguiram um som designado de “... um “riff” de ouro sólido, de classificação X”.

*Riff = repetição melódica.

*Classificação X = classificação pornográfica.

Portanto, qual foi o alvo deles mexendo com a música no estúdio?

Um SOM sensual, totalmente sexual.

Pergunta-se: COMO eles conseguiram essa parte sexual de classificação X?

Pelo RITMO! A parte “física” da música a qual o corpo corresponde.

Em “Harmonia e História”, Roger Scruton, escrevendo para o The Wall Street Journal, 28/12/99 (p. A.18), disse:

“Em vez de cantar, os jovens de hoje em dia meramente “acompanham” os cantores de música pop; em vez de dançar, eles se jogam de um lado para o outro em uma exibição sexual; em vez de tocar um instrumento, eles ligam o aparelho de som”. “Um novo tipo de música... cujo principal artifício é repetição, que emprega harmonias previamente digeridas e melodias fragmentadas, e que depende de um “back beat” monótono para propulsar os ouvidos e almas daqueles que a ouvem por acaso. Pessoas que crescem com este tipo de música perdem a sensibilidade por polifonia; suas capacidades de atenção musical encurtam-se até quase à atrofia; e elas captam organização musical somente por movimentarem-se a uma batida”.

*Back beat – Batida de volta.

*Polifonia – múltiplas melodias – várias melodias sendo levadas pelo ritmo correto, fazendo harmonias, destacando SEMPRE a melodia.

Em Música, o Cérebro e Ecstasy, Robert Jourdain diz:

“Para estes ouvintes música é primordialmente um artifício para fazer seus corpos pulsarem. Este prazer aparenta estar gradualmente conquistando prioridade sobre o prazer da melodia” (p.258).

...É alguém do “mundo” falando... afirmando que pessoas preferem o ritmo do que a melodia...

Em Rock and Roll, Proceed with Caution, por Brent Bill – (ele é um pastor a favor de MCC) e vejamos o que ele diz; que parece sem significância, mas tem muito significado:

“Um ouvinte cuidadoso reconhece que Rock é frequentemente uma música de tristeza ou lamentação. APESAR DE UMA BATIDA ENVOLVENTE E PULSANTE, A MAIOR PARTE DELA NÃO É FELIZ. Ela fala de vidas e relacionamentos quebrados”.

Ora, ele diz “...apesar de uma batida envolvente e pulsante... a maior parte dela não é feliz”. Aquela batida que o mundo chama de “excitante, sexual, sensual, hipnótica, inflexível... essa batida é que faz uma música FELIZ?

É a “Batida de Rock” que torna uma música feliz ou triste?

O mundo crê que as “coisas da carne” é que trazem felicidade, alegria e satisfação.

São as coisas da carne que trazem alegria e satisfação para o salvo?

Não! Só trazem tristezas e desgraças.

FAZER a vontade de Deus é que traz satisfação para o salvo. (Romanos 12:1-2). NÂO as coisas da carne, pois, são enganos de satanás, LOGO, música deste tipo é engano.

Que características deixam uma música feliz ou triste?

- Tom maior

- Tom Menor

- Altos e Baixos

- Harmonia Agradável

- Harmonia para criar tensão = (Tire o volume num filme de suspense e verá que “acaba” o suspense).

- Melodia Graciosa

- Tempo (da música = velocidade da música).

A “Batida Pulsante” do Rock acrescenta SENSUALIDADE, não alegria, à música”.

Música é perfeita em si! Deus a criou assim, pois, Ele é perfeito. Quando se deturpa a harmonia para atingir outros objetivos, então, a música é descaracterizada originalmente. O mundo inventa harmonia, mistura harmonia, sobrepõe harmonias, fazem uma bagunça com a harmonia que Deus criou perfeita.

Por exemplo, a música “máquina de escrever” é uma música secular, com ritmo, mas não é sensual.

Robert Lee Hotz do Los Angeles Times escreveu um artigo “Get Smart with Mozart” que diz:

“...determinou que dez minutos ouvindo uma sonata no piano de Mozart aumentou o QI medível de alunos de faculdade em até nove pontos... A pesquisa sugere que música clássica pode realçar o raciocínio abstrato, como aquele envolvido na matemática e em jogar xadrez, por reforçar certos padrões complexos de atividade neural. Eles suspeitam que a complexidade da música em si é a chave. Ritmos mais simples e repetitivos de rock não-conformista ou jazz minimalista de nova era podem até interferir com o raciocínio abstrato. Além disto, fazer música, em vez de simplesmente ouvi-la, pode ter um efeito mais permanente sobre a inteligência, eles disseram”.

Assim,

COMO NA VIDA, ASSIM NA MÚSICA...

Ordem na Vida Cristã – O que vem em primeiro lugar?

1°) ESPIRITUAL – Mateus 6:33

2°) ALMA – (Intelectual, emocional) – 2 Coríntios 10:5

3°) Corpo – Romanos 13:14 – 1 Timóteo 4:7-8

Se o “corpo” predomina, denomina-se um “crente CARNAL”.

Primeiro é o “espírito”, portanto, que parte de música é correspondente a isso?

MELODIA! E deve ser DOMINANTE em nossa música (música para o cristão).

Depois, a “mente” e qual é a correspondente?

HARMONIA! Deve ser SECUNDÁRIO em apoio a MELODIA.

E por último o corpo que corresponde á?

RITMO! Deve ser CONTROLADO

PORTANTO,

Não se trata de GOSTOS ou PREFERÊNCIAS, mas sim de PRINCÍPIOS BÍBLICOS, como Romanos 8:13 – 1 Coríntios 9:27.

“Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis” – Romanos 8:13

“Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado” – 2 Coríntios 9:27.

Então, o corpo deve estar num ritmo relacionamento correto com a mente e o espírito. Não é que o ritmo é totalmente abandonado, mas ele precisa estar no balanço certo com harmonia e melodia. Este balanço na música segue princípios da Palavra de Deus.

Provérbios 3: 5-6 diz:

“Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas”.

Nós como salvos devemos confiar no Senhor em todas as áreas de nossa vida. Devemos reconhecer o Senhor em cada atividade da nossa vida. Essa é a prioridade. É a ordem certa!

E o que Deus nos dá em troca?

Ele promete dar resposta para pergunta que todos nós temos: O que é a vontade de Deus para minha vida?

- Se reconhecer o Senhor em cada área de sua vida, Ele te guiará em Sua perfeita vontade. Mas para isso é necessário seguir a ORDEM CORRETA de Deus para a vida e estar no centro do plano, do propósito da vontade perfeita de Deus para sua vida. É o lugar de verdadeira satisfação e felicidade para o cristão.

Em Efésios 5:17 que diz que devemos estar cheios do Espírito Santo e fazer “melodia” começa dizendo que nós precisamos “entender qual seja a vontade do Senhor”.

Então, por este trecho nós temos uma clara indicação que MÚSICA está bem no centro de entender a vontade de Deus para nossa vida.

O tipo certo de música pode REFORÇAR a ordem certa na vida cristã e o tipo errado de música pode NEGÁ-LA ou CONTRADIZÊ-LA.

Calvin Johansson é um experiente ministro de música que já ocupou várias posições, inclusive nas Forças Armadas como organista, regente também do coral do Post Chaple, na Academia Militar de West Point. Em seu livro Música e Ministério ele fala sobre esta ordem:

“Um princípio semelhante se vê na ordem da criação; pois Deus deu ao homem o domínio do mundo e Deus tem domínio sobre ambos. Nós vemos este princípio em vigor no governo, igreja, e vida familiar. Nem todos podem ser chefes! Música demonstra a verdade universal ao aderir a este princípio de dominância. Nem toda nota, ritmo, ou harmonia pode estar no primeiro plano”.

Se o nosso corpo e coisas físicas se tornam prioridades em nossas vidas, então nós somos pessoas sensuais e não espirituais.

Do mesmo modo em música. Se o ritmo for a parte dominante e principal da música, então, esta música também é uma música sensual.

Agora, faz sentido a afirmação do famoso compositor Ludwig van Beethoven que disse:

“Música é o mediador entre a vida espiritual e a sensual”.

Já no livro Dançando no Escuro – Juventude, Cultura Popular e Mídia Eletrônica, por Quentin J. Schultze e Roy M. Anker, dizem:

“Música tende a predizer comportamento e valores sociais”, explicou um executivo da MTV. “Diga-me que tipo de música as pessoas gostam e eu vou te dizer quais são seus pontos de vista sobre aborto, ou se acham que devemos aumentar os armamentos militares, (e) qual o sendo de humor delas” (p.181).

Vamos parafrasear este pensamento: “Você me diz que tipo de música alguém ouve e eu vou lhe dizer que tipo de pessoa ela é”.

O Corpo é uma boa analogia ao se tratar de ritmo e música? Claro que é!

Como já foi descrito anteriormente, o ritmo da música pode ser comparado com a pulsação do corpo. Se o corpo não possui pulsação ou batimento cardíaco está morto.

Se a pulsação do corpo é visível, é evidente, as artérias estão saltando, então o corpo está doente. Mas se a pulsação do corpo, o batimento cardíaco não é algo que está em destaque, então, o corpo se encontra saudável.

O ritmo não deve ser abandonado, mas deve estar em equilíbrio (balanço) correto com a melodia e a harmonia.

Como o nosso pulso está presente para sustentar a vida, sem chamar a atenção para si neste papel; o ritmo deve manter a música em MOVIMENTO, não DOMINAR o som.

Assim, se o ritmo for dominante a música é sensual.

NÍVEIS DE SIGNIFICÂNCIA NA VIDA DE UMA PESSOA. (Valor eterno).

A nossa Realidade Física é no reino MATERIAL – 2 Coríntios 4:18

“Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas”.

Igualmente experimentamos uma Realidade Emocional – (amor, gozo, dor e outros pensamentos e emoções.

E finalmente temos a Realidade Espiritual – Hebreus 11:1

“ORA, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem”.

Estas três realidades de nossas vidas, devem ser encontradas nessa ordem, ou seja, o “espírito” em primeiro lugar. Segue-se depois a mente, e por último o corpo.

Estas três realidades se repetem na música.

NÍVEIS DE SIGNIFICÂNCIA (Valor eterno)

MELODIA
Realidade Espiritual
Hebreus 11:1
HARMONIA
Realidade emocional
(Amor, Gozo, Dor)
RITMO
Realidade física (material)
2 Coríntios 4:18).

Até no mundo da psicologia isso é reconhecido. O psiquiatra inglês Anthony Storr em seu livro Música e a Mente, diz:

“Música por ordenar nosso sistema muscular. Eu acredito que música pode também ordenar o conteúdo de nossas mentes”. (p.41).

E, afirma Calvin Johansson em “Música e Ministério”.

“O princípio aqui é que a música precisa fluir, possuir um sentimento geral de continuidade, que se movimenta progressivamente e irresistivelmente do começo ao fim. A intenção não é a de martelar e forçar uma pulsação musical na mente...”

Esta comparação feita por Calvin – defensor do MCC - entre corpo e ritmo é correta? É apropriada?

Escute a opinião do dr. Steven Halpern - médico citado já anteriormente:

“Nossos corpos têm um pulso, e a música também tem. Em um estado de saúde, nós estamos em contato com nosso “pulso interior”, que o dr. Manfred Clynes expressa tão bem como a “chave de empatia que experimentamos para um compositor”... O fenômeno do pulso interior... é, em efeito, um ritmo conduzido interiormente”.

Para reforçar ainda mais este pensamento, veja o que foi escrito na revista “Psicologia Hoje” no artigo – “Música, o Lindo Perturbador”:

“Ritmos musicais afetam tanto os nossos corações quanto as nossas mentes. Uma maneira de excitar uma série de sentimentos agitados – tensos, excitados, e às vezes sexuais – é através de ritmos insistentes e pronunciados, ... engenhosamente usados para aumentar a tensão sexual... Marcar o ritmo com a bateria pode produzir estes efeitos poderosos por impulsionar os ritmos elétricos do cérebro”.

Alguém pode pensar: - Nós usamos estes ritmos, mas, estes sentimentos não estão presentes em nossa igreja. Seria muita ingenuidade pensar assim.

Já temos evidências suficientes para introduzirmos mais um SILOGISMO:

SILOGISMO:

Para o cristão, colocar o corpo em primeiro lugar é SENSUALIDADE.

Ritmo é a parte FÍSICA da música.

Logo,

Música que é primordialmente ritmo é SENSUAL.

Agora, pode surgir uma pergunta: -Quanto ritmo é ritmo demais?

Vamos colocar de uma forma matemática:

Numa orquestra sinfônica típica são usados entre 100 e 120 instrumentos.

- 40 a 45 são CORDAR = geralmente tocam Melodia e Harmonia

- 35 a 45 SOPRO = Também Melodia e Harmonia

- 10 a 15 METAIS = Melodia e Harmonia

- 2 ou 3 PERCUSSÃO (tímpano, bumbo, tambores, triângulos, címbalos, sinos e outros aparelhos rítmicos) – Responsáveis pelo RITMO (Os quais não tocam o tempo todo, mas apenas em partes da música).

Então,

Podemos concluir numericamente que:

- 2 a 3% (no máximo) da orquestra é responsável pelo RITMO. (básico)

- MENOS de 1% na PRÁTICA de uma orquestra determina o RITMO.

Já uma típica banda de Rock possui uma composição completamente diferente:

- Geralmente composta de quatro instrumentos

- GUITARRA = Instrumento de Ritmo

- CONTRA-BAIXO – Instrumento de Ritmo

- BATERIA – Instrumento de Ritmo

- GUITARRA PRINCIPAL – Ocasionalmente toca melodia.

Então podemos concluir que na prática, no seu melhor, uma banda de Rock é pelo menos, NUMERICAMENTE 75% RITMO.

Na prática – maior parte Ritmo

BATERIA foi propositalmente inventada para música Rock, para forçar as batidas da música Rock.

Levando-se em consideração aos inúmeros comentários citados de fontes qualificadas, concluímos:

Música Rock – secular ou “sacra” É SENSUAL!

Um locutor fez um comentário revelador durante um programa de rádio na WEVO (89,1 FM Concord, NH – 15/10/94). Ele fez esta afirmação tentando fazer uma distinção entre a estação dele e as música que ele toca com muitas outras estações que tocam música Rock. Ele disse:

“A música que nós tocamos, música clássica, contém e reflete todas as emoções do homem”.

Quais seriam essas emoções? Como elas diferem da música Rock?

Estes exemplos contrastantes a seguir vêm de um grande número de seleções músicais analisadas por Deryck Cooke em seu livro “A Linguagem da Música”. (Este é um livro muito técnico que discute com muitos exemplos músicais específicos, a grande variedade de emoções que são criadas através de volume, tempo ou duração do som e tensões de intervalo. Ele mostra que:

“Música clássica manifesta

ALEGRIA = ANGÚSTIA

ALTOS = BAIXOS

ANSEIO = FINALIDADE

ASPIRAÇÃO = CONTENTAMENTO

CONCORDÂNCIA = DISCORDÂNCIA

CONFUSÃO = ORDEM

DOR = PRAZER

DRAMA/TRAGÉDIA = HUMOR

ESTABILIDADE = INCONSTÂNCIA

FELICIDADE = DESESPERO

FORÇA = FRAQUEZA

IMPULSIVIDADE = DELIBERAÇÃO

PAIXÃO = INOCÊNCIA

RAIVA = AMOR

SIMPLICIDADE = COMPLEXIDADE

TEMPESTADE/FRENESI = COMPOSTURA

TENSÃO = RESOLUÇÃO

TRIUNFO = DERROTA

VIOLÊNCIA = GENTILEZA

Você conhece alguma música rock (música, não letras) que demonstra pureza, devoção?

Ao contrário, Música Rock são:

- TENSÃO... bravura, ansiedade, rebelião;

- SENSUALIDADE... Ênfase no físico.

No livro Música, o Cérebro e Êxtase – Como Música Captura Nossa Imaginação, por, Roberto Jourdain, pianista e compositor, ele diz:

“Apesar de tudo, uma vez que estivemos engolfados na música, deveremos nos exercitar para resistir a sua influência. É realmente como se um “outro” tivesse penetrado não somente nossos corpos, mas nossas intenções, nos dominando” (p.328).

“Música chega ao nosso sistema nervoso e induz nossos cérebros a gerar uma grande quantidade de antecipações pelas quais fazem sentido da melodia e harmonia e ritmo e forma. Por produzir estas antecipações, música acarreta nos mais profundos níveis de intenção, e assim nos domina”. (p. 329).

E ainda ele falando sobre o futuro da música, ele diz:


“Então talvez – talvez mesmo – música irá tornar-se até mais poderosa do que como a conhecemos. Ela será quase letal se assim o for”. (p. 332).

Então, nossa conclusão é:

- Nós rejeitamos ROCK como um veículo para COMUNICAR NOSSA MENSAGEM (evangelho), já que as emoções da música são incompatíveis com o tema.

- Nós aplicamos o som mais CLÁSSICO e empregamos aquelas EMOÇÕES enquanto elas REFLETEM e REFORÇAM a mensagem mais claramente.

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